quinta-feira, 30 de maio de 2013

UMA PESSOA COM SÍNDROME DE PÂNICO PODE LEVAR UMA VIDA NORMAL

COMO UMA PESSOA COM SÍNDROME DO PÂNICO PODE LEVAR UMA VIDA NORMAL

A Síndrome do Pânico é um mal da vida moderna, que infelizmente vem acometendo cada vez mais pessoas, afetadas pelo caos e pelos problemas intermináveis da vida moderna.
A doença, caracterizada por crises intensas de pânico, que incluem sudorese, taquicardia, tremores, sensação de desmaio, medo de morrer iminentemente, entre outros, é o resultado de um distúrbio na química do cérebro, que deixa as pessoas mais propensas a desenvolver as crises.
Toda crise de pânico tem um gatilho. Isso porque a doença raramente começa sem que a pessoa tenha passado por um trauma grave, como a morte de um familiar próximo, um sequestro, um assalto ou acidente carro, por exemplo.
São esses tipos de eventos que causam uma intensa mudança na química cerebral do indivíduo e as crises começam.
É possível levar uma vida normal, mesmo com a Síndrome do Pânico?
Depende de você. Obviamente que não dá para dizer que dá para levar uma vida 100% normal, pois a doença inevitavelmente traz algumas limitações para a vida da pessoa.
Por exemplo: alguém foi assaltado em uma “saidinha de banco” por uma moto. A pessoa então passa a ter crises de pânico toda vez que um motociclista passa por perto, por inconscientemente achar que vai passar por aquela situação novamente. O motociclista ou até mesmo uma simples ida ao banco podem ser o gatilho da crise de pânico.
Mas, se você estiver fazendo o tratamento médico e psicológico adequadamente, tomando as medicações indicadas de forma correta, a sua qualidade de vida melhora significativamente, pois, com o tratamento, as crises tendem a diminuir cada vez mais e a pessoa passa a levar uma vida muito melhor e mais independente.
Outro passo que pode ajudar bastante quem tem a Síndrome do Pânico a levar uma vida normal é apostar em tratamentos alternativos, que são ótimos para acelerar os resultados do tratamento e a cura da doença, como:
Tratamento ortomolecular
É um tipo de tratamento que se baseia em repor os minerais e nutrientes que faltam no organismo da pessoa que tem a Síndrome do Pânico, especialmente as vitaminas do complexo B, que ajudam a estabilizar as funções do sistema nervoso central, diminuindo a ansiedade do indivíduo, o que ajuda muito a diminuir a ocorrência das crises.
Florais de Batch
Os florais de Batch são muito conhecidos por ajudar as pessoas a reestabelecer o seu equilíbrio emocional. E, com o lado psicológico mais equilibrado, a pessoa tem plenas condições de voltar a ter uma vida normal, com a evolução dos tratamentos, que atuam em conjunto para curar a Síndrome do Pânico.
Lembrando que esse é apenas um material informativo e não substitui uma avaliação médica com um especialista.

Texto concedido pelo blog www.sindromedopanico.com.br
Colaboração: Patrícia Oliveira <patricia.leris@e-editora.net>


sábado, 25 de maio de 2013

ALERGIA A ESTRESSE: DEPRESSÃO.


“Alergia a estresse”: depressão pode ser causada por sistema imunológico hiperativo



Uma nova pesquisa do centro médico Mount Sinai Medical Center, em Nova York (EUA), descobriu que um sistema imunológico superativo pode explicar por que algumas pessoas são mais suscetíveis à depressão.
O estudo foi realizado com ratos. Alguns deles tinham um sistema imunológico que respondia ao estresse superproduzindo um composto inflamatório chamado de interleucina-6 (IL-6). A abundância de IL-6 os tornou mais propensos à depressão do que os ratos sem sistema imunológico hiperativo.
O mesmo composto é elevado em seres humanos depressivos, o que oferece esperança para novos tratamentos da condição.

Depressão = alergia?

Segundo a pesquisadora Georgia Hodes, o estresse pode ser pensado como um “alérgeno”, exatamente como pelos de animais, por exemplo, com o sistema imunológico hiperativo respondendo a ele de forma que torna as pessoas mais deprimidas (assim como tranca o nariz de outras).
“Em alguns aspectos, é análogo a uma alergia”, explica Hodes. “Você tem algo que não é realmente perigoso, mas o seu corpo pensa que é, então você tem essa resposta imunológica exagerada. Neste caso, o sistema imunológico responde exageradamente ao estresse causando depressão”.

A pesquisa

A interleucina-6 é uma citocina, um extenso grupo de moléculas envolvidas na emissão de sinais entre as células durante o desencadeamento das respostas imunes.
Os pesquisadores já encontraram níveis elevados desta citocina no sangue de pessoas que sofrem de depressão, mas até hoje não ficou claro se a IL-6 é resultado do distúrbio, ou uma das causas.
Hodes e seus colegas investigaram a questão expondo um grupo de ratos a outros ratos maiores, mais velhos e mais cruéis, e medindo os níveis de IL-6 dos animais mais jovens após esse encontro inicial, geralmente muito estressante, e que muitas vezes envolveu situações como o rato mais jovem ficar preso ou ser mordido.
Os pesquisadores continuaram expondo os ratos jovens aos mais velhos por 10 dias, um processo chamado de estresse social repetido. Após esse período, os ratos jovens foram colocados em um espaço aberto com uma gaiola vazia.
Os pesquisadores cronometraram quanto tempo o animal investigou a gaiola vazia, e depois colocaram um novo rato agressivo nela, cronometrando o tempo em que o jovem rato o investigou.
Ratos saudáveis exploravam o companheiro enjaulado, mas a maioria dos ratos expostos repetidamente ao estresse “ficavam na deles”, um tipo de isolamento social que pode indicar “depressão” para os ratos.
Os pesquisadores também mediram a quantidade de água com açúcar que os ratos estressados beberam. Os saudáveis amam líquidos doces, mas os deprimidos não os procuram, assim como as pessoas deprimidas podem não ver alegria nas coisas que normalmente as fazem felizes.
Os ratos estressados apresentaram respostas diferentes ao agressor enjaulado no teste final. Alguns se encolheram, enquanto outros investigaram o rato enjaulado.
Este comportamento foi associado a IL-6: ratos que tiveram um “pico” de IL-6 durante o seu primeiro encontro com um agressor foram os que ficaram encolhidos em um canto, enquanto os ratos com respostas imunes menos severas inicialmente agiram de forma normal.
Em seguida, os pesquisadores bloquearam a ação da IL-6 nos ratos com uma droga que previne a citocina de viajar do corpo para o cérebro. A droga permitiu que os animais propensos ao estresse agissem normalmente.
Para ter certeza de que realmente a IL-6 – e só ela – estava causando o comportamento visto, os pesquisadores transplantaram medula óssea de ratos sensíveis a essa resposta imunológica em ratos não sensíveis.
A medula óssea é onde as novas células do sistema imunológico são construídas. Se a IL-6 estivesse mesmo causando o efeito visto – uma resposta exagerada ao estresse que leva à depressão -, os ratos antes não propensos agora deveriam agir depressivamente, o que foi exatamente o que aconteceu.

Novo tratamento

A pesquisa precisa ser repetida com seres humanos antes de levar a um novo tratamento para a depressão.
A boa notícia é que alguns dos medicamentos utilizados no estudo para aliviar a resposta imune “exagerada” ao estresse (e controlar a produção de IL-6) já estão no mercado para tratar artrite reumatoide em humanos. Isso significa que podem facilmente ser testadas em pessoas para tratar depressão.
Atualmente, o próximo passo da pesquisa é estudar ratos geneticamente alterados para não produzir IL-6 e ver se esses animais podem ser utilizados como doadores de medula óssea para curar ratos propensos a estresse.[LiveScience]



Fresias e Lavandas: meus primeiros trabalhos com fuxicos

Demorei mais vim. Abraço e sucessos.

domingo, 28 de abril de 2013

DROGA DA SOCIEDADE


As drogas destroem a vida da pessoa e de todos ao seu redor. Elas estão em todo lugar, na televisão, e na mídia em geral.


No Brasil a questão é dramática. Vivemos na falácia governamental e na hipocrisia social. Resultado da conjugação: somos grandes consumidores de drogas psicoativas.
Na verdade, no Brasil das incertezas, pelo menos na questão das drogas, temos um destino traçado: número crescente de usuários e dependentes químicos com penetração do tráfico de drogas nos três poderes da República.


O Estado, historicamente, negou que o Brasil fosse grande consumidor de drogas. Não precisa ter muita idade para lembrar das autoridades brasileiras falando que o país era somente "um corredor" de passagem para os Estados Unidos e para Europa.


Atualmente, o Brasil vive a época dos debates na questão da política antidrogas. Qual o modelo a seguir? O atual não é imposição imperialista americana? O melhor não seria o modelo da União Européia? E as determinações da ONU a respeito do assunto? Não precisa ser muito esperto para saber o que resulta de toda a discussão: inércia - marca registrada brasileira.


O Brasil não adota o modelo americano baseado na repressão. O Brasil não tem repressão. A fronteira brasileira é um queijo suíço, a polícia federal é diminuta, as polícias estaduais vivem em crise, o Ministério Público é insuficiente e o Poder Judiciário é de uma pobreza franciscana. Assim, há uma ilusão contagiante que o nosso modelo está errado, quando na verdade, não implementamos nada. Criticamos o que não realizamos no campo das drogas.


Aliás, não precisamos discutir modelos, pelo contrário, precisamos é de ação. É notório e incontroverso que qualquer política antidrogas deve estar baseada em três pilares: prevenção, repressão e tratamento de usuários e dependentes de drogas psicoativas.


Mudança legislativa e discursos doutrinários servem muito para ocupar a pauta da imprensa e vender livros, mas não diminui a penetração do tráfico de drogas na vida social brasileira. Hoje, infelizmente, não temos prevenção, repressão ou tratamento, mas continuamos discutindo.


Medidas práticas e urgentes poderiam ser tomadas em todos os campos. Por exemplo, a Polícia Federal e as Forças Armadas poderiam controlar as fronteiras. É evidente que as Forças Armadas não estão aptas para atuar como polícia judiciária ou preventiva, porém é de sua essência a proteção do nosso território. Aliás, o policiamento na fronteira não fere dispositivo constitucional ou desvirtua a sua natureza.


Quanto a prevenção, o primeiro passo é preparar as escolas para o trabalho, pois de modo geral não entraram na luta. O despreparo dos professores é mais um exemplo de que a lei, tão somente, e o falatório não servem para nada. Observe-se, que a muito tempo, a lei n.º 6.368/76 no seu artigo 5.º, caput, pregava a capacitação dos mestres, assim determinando:


"Nos programas dos cursos de formação de professores serão incluídos ensinamentos referentes a substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física, a fim de que possam ser transmitidos com observância dos seus princípios científicos." (grifamos).


Inobstante o texto legal, desafiamos que alguém apresente uma grade de curso superior que conste o estudo da droga e seu universo (droga-homem-sociedade). Acresça-se a indagação aos professores (municipais, estaduais e de curso superior) se tiveram a oportunidade de realizar um curso sobre a matéria. A resposta será negativa.


Assim, não adianta somente exigir dos professores e das escolas trabalho permanente de prevenção, pois não foram capacitados para o serviço. Desta forma, voltamos a repetir, o primeiro passo é agilizar o treinamento dos professores e do corpo diretivo, o resto, é sonho.


A situação do tratamento para os usuários e dependentes é complicadíssima, pois o problema está ligado ao caos da saúde pública brasileira. Quem não cuida de doenças simples não terá em pouco tempo, condições de tratar os usuários e dependentes com eficiência e dignidade. O que podem fazer as secretarias de saúde e conselhos de entorpecentes é aprimorar os cadastros das clínicas disponíveis, além de agilizar convênios com as clínicas particulares.


Agora, nenhuma política antidrogas funcionará no Brasil diante da permissividade concedida ao álcool. Até mesmo a repressão e o tratamento ficam comprometidos pela penetração da bebida alcoólica. Qualquer policial ou médico sabe que a raiz do problema está na tolerância com o álcool. Em suma, "os soldados lutam não acreditando na guerra".


O pior é querer fazer política de prevenção para jovens e crianças, satanizando a maconha e o crack, porém adorando o álcool em casa, no trabalho, na televisão, no rádio, nos estádios de futebol, etc.
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Por Webert Costa de Medeiros.

Cocaina

Pó branco, normalmente inalado (cheirado) ou diluído em água para ser injetado nas veias (administração intravenosa). Quase sempre vendida em pequenas quantidades (aproximadamente 1 grama), embrulhada em pedaços de plástico ou papel alumínio, conhecidos como papelote. Em doses reduzidas ocorre euforia, excitação, inquietação, confusão, apreensão, ansiedade, sensação de competência e habilidade, diminuição da fome e da sede. O tempo de duração destes efeitos é de uma a duas horas.

A cocaína é um alcalóide, substância com propriedades de base, extraído de uma planta originária da América do Sul e Central conhecida como Erytroxylon coca. Conhecida há cerca de sete mil anos entre os povos dos Andes, seu uso estava ligado à religiosidade, servindo ainda para combater a fadiga e a sensação de fome. Com a chegada dos conquistadores espanhóis foi levada para a Europa, onde se propagou seu consumo. Estes mesmos conquistadores disseminaram o uso da coca entre os índios escravizados, com o intuito de fazer-lhes trabalhar mais e comer menos. Masur e Carlini, em Drogas - Subsídios para uma discussão, assim referem-se a este período:
“O vinho de coca, uma preparação feita à base da planta, foi considerado durante muito tempo uma bebida reconstituinte e reconfortante, que dotava os apreciadores de novas energias. Foi um verdadeiro modismo, elegante mesmo, o uso desse vinho. As mais altas autoridades da Europa, príncipes e reis, primeiros-ministros, nobres, etc., eram os principais apreciadores. Houve até um papa que agraciou com uma medalha o principal fabricante desse vinho.”
“E das folhas da planta, o químico alemão A. Niemann conseguiu extrair a cocaína, sob forma pura. Agora o mundo dispunha não mais de um vinho ou chá (onde as quantidades de cocaína não eram grandes), mas de um pó branco, muito ativo. Novamente, a Europa se vê maravilhada com a descoberta. Um dos mais famosos adeptos da cocaína foi Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Este ilustre médico participou das experiências mostrando que a cocaína era um anestésico local (isto é, tira a dor das mucosas, o que permitiu pela primeira vez um grande progresso na cirurgia dos olhos, por exemplo). Freud foi mais além! Ingerindo ele próprio cocaína, sentiu-se tomado de tal energia e vitalidade que passou a difundir seu uso entusiasticamente; escreveu artigos científicos sobre a cocaína, dizendo num deles que somente após passar a tomar cocaína é que ‘se sentiu verdadeiramente um médico’. Chegou a dizer ainda que a cocaína iria permitir esvaziar os asilos e combater a dependência da morfina, que gera um grave quadro de abstinência. Freud desistiu de usar e recomendar cocaína quando um íntimo amigo seu, dependente de morfina, ao tentar curar-se dessa dependência, acabou por apresentar uma psicose cocaínica que se somou à síndrome de abstinência da morfina.”
“A cocaína chegou a ser usada como medicamento até o início deste século, para vários males. (...) Houve surtos (‘epidemias’) de uso não médico (abuso) de cocaína, no passado, que foram muito comentados na ocasião, não sendo o Brasil exceção à regra.”
Em 1914, a cocaína ficou sujeita às mesmas leis que a morfina e a heroína, sendo classificada em termos legais juntamente com os narcóticos. Mesmo a Coca-cola, que era tida como uma bebida estimulante porque possuía cocaína em sua fórmula, substituiu-a por outros ingredientes.
Paulo Roberto Laste, Cláudia Ramos Rhoden e Helena Maria Tannhauser Barros, em Critérios diagnósticos de intoxicação por drogas de abuso, assim discorrem sobre os vários tipos de preparação de cocaína:

a) Folhas de coca: podem ser mascadas ou ingeridas, nas quais é adicionado carbonato de cálcio, o que permite uma liberação sustentada e lenta da droga pela mucosa bucal. Os níveis sanguíneos atingidos e o risco de dependência são baixos. No chá de cocaína, prática comum no Peru, há pouca quantidade do alcalóide. b) Pasta de coca: é fumada em mistura com maconha e tabaco, também conhecida como “basuco” na Colômbia. É um extrato bruto da folha de coca, preparado pela adição de solventes orgânicos, como querosene, gasolina ou metanol, combinados com ácido sulfúrico. Contém 60 a 80% de sulfato de cocaína, acrescido de alcalóide de coca, ecgonina, ácido benzóico, metanol, querosene, compostos alcalinos, ácido sulfúrico e algumas impurezas. c) Cloridrato de cocaína em pó: é cheirado ou injetado. Obtido pelo tratamento da pasta de coca com ácido clorídrico (rendimento de 98%). No mercado ilícito aparece com 12 a 75% de impurezas, após adição de contaminantes, como açúcar, anestésicos locais, anfetaminas, cafeína. d) Cocaína alcalóide: também conhecido como “rock” ou “crack” é fumado. O cloridrato de cocaína é convertido em alcalóide pelo tratamento com álcali (amônia ou bicarbonato de sódio) e éter; o produto extraído chama-se base livre. Difere do cloridrato de cocaína por não ser prontamente solúvel na membrana da mucosa nasal ou no sangue. Mas, como possui baixo ponto de vaporização, pode ser fumada, sendo que 84% se mantém após a combustão.
Além de causar dependência, a cocaína afeta o sistema nervoso central, reduzindo a capacidade intelectual e o desempenho profissional, causando ainda paranóia e depressão. Seu uso contínuo perfura o septo nasal, causando hemorragia, dores de cabeça, problemas pulmonares e cardíacos. Em quantidades maiores, podem ocorrer tonturas, náuseas, vômitos e tremores. Em alguns casos podem acontecer convulsões, por causa do aumento da temperatura. A overdose acontece por superdosagem, ou seja, o usuário utiliza-se de uma dose maior do que a habitual ou adquire cocaína mais “pura” do que normalmente consome. Neste último caso, apesar de fisicamente parecer a mesma quantidade, ele está utilizando várias vezes a quantidade pretendida. Na overdose, o usuário passa a ter taquicardia, que evolui para uma fibrilação ventricular e à morte.
Nos casos de superdosagem de cocaína, vale destacar para os profissionais da área os ensinamentos de Kaplan & Sadock, em Compêndio de Psiquiatria:
“Para uma superdosagem aguda de cocaína, o tratamento recomendado é a administração de oxigênio (sob pressão, se necessário) com a cabeça do paciente para baixo, na posição de Trendelenburg, relaxantes musculares, se necessários e, se houver convulsões, barbitúricos intravenosos de curta ação (25 a 50 mg de pentotal sódico) ou diazepam (5 a 10 mg). Para a ansiedade com hipertensão e taquicardia, 10 a 30 mg de diazepam intravenoso ou intramuscular podem constituir um procedimento útil. Uma alternativa para esta finalidade, que parece ser um antagonista específico dos efeitos simpato-miméticos da cocaína, é o bloqueador b-adrenérgico propranolol (Inderal), 1 mg injetado intravenosamente a cada minuto, por até 8 minutos. Entretanto, o propranolol não deve ser considerado uma proteção contra doses letais de cocaína ou como tratamento para superdosagens graves.”
O risco de se adquirir AIDS ou hepatite é bastante alto entre os usuários de cocaína injetável, tornando-os um grupo de alto risco para estas doenças. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Vigilância Epidemiológica - Divisão DST/AIDS de São Paulo em 1995 demonstrou que entre os casos notificados da doença naquela cidade, 32,12% dos que contraíram o vírus eram usuários de drogas, seguidos pelos homossexuais (23,06%), heterossexuais (17,43%), bissexuais (9,9%), de mãe para filho (2,79%), transfusão de sangue (1,78%), hemofílicos (0,72%) e não identificados (12,2%).O ritual deste uso da droga muitas vezes inclui o compartilhamento de seringas, já que cuidados com a saúde não são uma constante entre os usuários, aliado ainda ao medo de passar por uma revista em uma batida policial e ser encontrado com material descartável no bolso. Pela lei de entorpecentes em vigor no país, distribuir seringa ao usuário de drogas injetáveis equivale a incentivar o consumo de tóxicos. Ainda assim, alguns médicos estão convencidos de que fornecer seringas é o modo mais eficaz de deter o avanço da AIDS.
Outra doença, até então rara, que têm aparecido muito nos últimos anos com o grande aumento do uso de cocaína entre dependentes com problemas nos músculos esqueléticos é a rabdomiólise, um processo irreversível de degeneração destes músculos.
Existem dúvidas se a cocaína desenvolve ou não tolerância no organismo, ou seja, se há ou não a necessidade de tomar doses cada vez maiores para que o usuário sinta os mesmos efeitos. Existem dúvidas ainda se a parada abrupta do uso continuado de cocaína leva a uma síndrome de abstinência, mas é certo que a fissura pela droga permanece durante algum tempo, variável de acordo com o paciente e o tempo de uso da droga. Além disto, observa-se neste primeiro período de abstinência muito sono, cansaço, aumento do apetite e depressão.
As misturas que se fazem nesta droga também são responsáveis por vários danos ao organismo de quem as consome. Além das já citadas (açúcar, anestésicos locais, anfetaminas e cafeína), podemos acrescentar pó de giz, talco, reidratantes para crianças, vapor de mercúrio (o pó branco que existe dentro das lâmpadas fluorescentes), vidro moído (para dar brilho ao pó), etc.
Alguns dos materiais que são utilizados no consumo da droga: pratos, espelhos, ou qualquer material com superfície dura e lisa (para colocar o pó, normalmente em carreiras); canudos de papel ou dinheiro, caneta esferográfica sem carga, ou qualquer outro tipo de tubo (utilizado para aspirar o pó, levando-o diretamente para dentro do nariz); giletes, cartões ou qualquer material duro e fino com formatos aproximados (para separar as carreiras); seringas; colheres com o cabo torto, sem cabo, pequenos copos ou qualquer outro tipo de material côncavo (para diluir a cocaína na água); cadarços, gravatas, cintos, etc. (com o objetivo de se fazer o torniquete para a aplicação intravenosa); entre outros.
Uma notícia promissora (e apenas isto, por enquanto) no combate aos problemas do consumo de cocaína veio do Instituto de Pesquisa Scripps, Califórnia, no final do ano passado. Utilizando ratos como cobaias, os cientistas deste Instituto desenvolveram uma substância que ao ser injetada no sangue, estimula o organismo a produzir anticorpos para combater a droga. A nova vacina impede o estado de euforia do usuário de cocaína ao combater as moléculas da droga quando elas ainda estão trafegando na corrente sanguínea. Os testes demonstraram que os níveis de cocaína encontrados no cérebro dos ratos imunizados eram 77% mais baixos que nos animais que não receberam a vacina. “Os anticorpos agem como uma esponja, absorvendo a droga e impedindo que ela chegue ao cérebro”, afirma Kim Janda, um dos divulgadores da vacina em artigo da revista Nature. Como a sensação de euforia é menor, os cientistas acreditam que o usuário perderá o estímulo para continuar utilizando a droga. A este respeito, o psiquiatra brasileiro Jorge Figueiredo explica que “a importância da vacina está no fato de tornar cada vez mais distante a lembrança eufórica dos efeitos psicoativos”. A solução do consumo desta droga ainda está longe. Não se sabe ainda os efeitos concretos que ela teria no tratamento dos dependentes, já que foi testada apenas em ratos de laboratório. Mas uma vantagem destaca-a dos remédios hoje utilizados no tratamento de usuários da droga: ela não tem efeitos colaterais. “Não devemos esquecer que a dependência de drogas é uma doença mental, para a qual não existem curas rápidas”, alerta o psiquiatra David Self, professor da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Por enquanto é apenas uma esperança. O que já é uma grande coisa.
Por Camila Dourado.

A dependência!

Dependência

Quando se precisa de tais meios artificiais, significa que há algo errado consigo mesmo ou nas relações com os outros. Recorrer a produtos químicos continuadamente apresenta-se então como uma saída possível, como se elas fossem uma "poção mágica" contendo a "solução". Na falta do produto ao qual a pessoa se acostumou, ela é invadida por sensações ou "sintomas" penosos, indo de nervosismo, inquietação ou ansiedade ao impulso de obtê-lo de novo, a qualquer custo. Este estado chama-se dependência. O dependente de drogas deve ser considerado como um doente. Este necessita de ajuda e tratamento para entender as razões de seu abuso e iniciar sua reinserção social.
Distingue-se a dependência física da dependência psíquica.

Dependência física


A dependência física ocorre quando o organismo acostuma-se à presença do produto, sendo que a sua falta provoca
os sintomas da síndrome de abstinência (p.ex. delirium tremens, no alcoolismo). Enquadram-se produtos como o
álcool, a nicotina, os produtos derivados do ópio.

Dependência psíquica ou vício


A dependência psíquica instala-se quando a pessoa se acostuma a viver sob os efeitos de um produto psicoativo.
Ela é dominada então por um impulso, quase incontrolável, de se administrar a droga com freqüência, para não experimentar o mal-estar da falta, conhecido como "fissura".
Significa, portanto, o apego da pessoa àquele estado de bem-estar.
Diante da complexidade de diferenciar os dois tipos, a OMS recomenda hoje falar apenas dependência, caracterizada (ou não) pela síndrome de abstinência .
Escalada

Chama-se escalada a passagem de um consumo ocasional a um uso intenso ou contínuo (escalada quantitativa), ou ainda a mudança de um uso de produtos "leves" para outros considerados "pesados " (escalada qualitativa). É importante assinalar que o produto psicoativo pode criar dependência, em função do modo de usar, do contexto e da personalidade.
Assim, a evolução para a escalada não é nem automática nem irreversível.


Tolerância

Fala-se de tolerância quando o organismo reage à presença de uma substância psicoativa através de um processo de adaptação biológica. Ele o incorpora em seu funcionamento de modo a responder cada vez menos ao produto.
Logo, para obter os mesmos efeitos, é necessário aumentar a dosagem. Esta elevação, comparável à escalada quantitativa, aumenta os riscos de uma superdosagem ("overdose"), capaz de provocar morte súbita por parada respiratória ou cardíaca, como no abuso da cocaína, por exemplo.

Aspectos Relevantes da Questão das Drogas

Drogas

Aspectos Relevantes da Questão das Drogas

Conceito

Em todas as sociedades sempre existiram "drogas". Entendem-se assim produtos químicos ("psicotrópicos"ou"psicoativos"), de origem natural ou de laboratório, que produzem efeitos, sentidos como prazeirosos, sobre o sistema nervoso central. Estes efeitos resultam em alterações na mente, no corpo e na conduta.
Na verdade, os homens sempre tentaram modificar o humor, as percepções e sensações por meio de susbstâncias psicoativas, com finalidades religiosas ou culturais, curativas, relaxantes ou simplesmente prazeirosas.
Estudos têm demonstrado diferentes motivações para o uso de drogas: alívio da dor, busca de prazer e busca da transcedência são razões encontradas nos diversos grupos sociais ao longo da história.
Antigamente, tais usos fizeram parte de hábitos sociais e ajudaram a integrar as pessoas na comunidade, através de cerimônias, rituais e festividades. Hoje, tais costumes são esvaziados em conseqüência das grandes mudanças sócioeconômicas.
Características da modernidade, como a alta concentração urbana ou o poder dos meios de comunicação, modificaram profundamente as interações sociais. No decorrer desse processo o uso de drogas vem se intensificando.
Produtos antigos ou recentes, legais ou ilegais, conheceram novas formas de fabricação e comercialização, indo ao encontro de novas motivações e novas formas de procura. Hoje, diante da diversidade de produtos, é fundamental o conhecimento do padrão de consumo e efeitos das substâncias psicoativas, já que o uso e abuso de drogas representa uma questão social complexa.
Os fatores de risco para uso ou abuso de drogas
Quanto aos fatores de risco relacionados ao abuso de drogas, eles são maiores para certas pessoas, em função das suas condições de vida.
Assim, são mais inclinadas ao uso as pessoas:
· sem informações adequadas sobre drogas e seus efeitos;
· com uma saúde deficiente;
· insatisfeitas com sua qualidade de vida;
· com problemas psicológicos que possam torná-las vulneráveis ao abuso de drogas;
· com fácil acesso a drogas.
Problemas relacionados ao uso de drogas surgem, de fato, de um encontro entre três fatores básicos. Operando juntos, eles provocam as rupturas acima mencionadas que podem levar à dependência. São eles:

· droga, o "produto" e seus efeitos;
· a pessoa, a personalidade e seus problemas pessoais;
· a sociedade, o contexto sócio-cultural e econômico, suas pressões e contradições.
O consumo de drogas não se deixa dissociar da procura de prazer: pode tornar-se problemático precisamente por ser prazeiroso. Este prazer pode resultar de sensações de bem-estar, ou euforia ("barato"), de força, poder, leveza ou serenidade, ou ainda, da ausência de dor ou de memória.
A procura de bem-estar e prazer é natural, fazendo parte da vida de todos; o problema consiste em querer buscá-los usando drogas.

Por Camila Dourado.



Ópio


Papoula, matéria prima do opio.
O ópio é um suco espesso extraído dos frutos imaturos de várias espécies de papoulas soníferas, utilizado como narcótico. Planta essa que cresce naturalmente na Ásia, sendo originária do Mediterrâneo e Oriente Médio.

O ópio tem um cheiro característico, que é desagradável, sabor amargo e cor castanha. É utilizado pela medicina como analgésico.

Os principais alcalóides do ópio são: a morfina, a codeína, a tebaína, a papaverina, a narcotina e a narceína.

O cultivo da planta é legal, serve de fonte de matéria-prima em laboratórios farmacêuticos. Porém, grande parte das plantações é ilegal, sua produção é destinada ao comércio clandestino de ópio e heroína. No mercado ilegal o ópio é vendido em barras ou reduzido a pó e embalado em cápsulas ou comprimidos.

O uso do ópio foi espalhado no Oriente, mascado ou fumado. Esse provoca euforia, dependência física, seguida de decadência física e intelectual. Os efeitos físicos decorrentes da utilização do ópio são: náuseas, vômitos, ansiedade, tonturas e falta de ar. O efeito dura de três a quatro horas.

O ópio provoca dependência no organismo. O dependente fica magro, com a cor amarela e tem sua resistência às infecções diminuída.

Devido a grave dependência que o ópio causa, o usuário pode morrer em razão da síndrome de abstinência. A crise de abstinência inicia-se dentro de doze horas, aproximadamente, apresenta-se de várias formas, ocorrendo desde bocejos até diarréias, passando por rinorréia, lacrimação, suores, falta de apetite, pele com arrepios, tremores, câimbras abdominais, insônia, inquietação e vômitos.
Por Camila Dourado!

Papoila-dormideira

O nome cientifico de papoila dormideira (papoula) é Papaver somniferum, da familia Papaveraceae. É uma planta existente nas zonas do Médio e Extremo Oriente e, também em algumas zonas (territórios) americanos.
Têm sido identificadas algumas plantações em Portugal como noAlentejo e no Algarve na zona do Barrocal.
Esta planta pertence ao mesmo género da papoila-da-Islândia, entre outras cento e vinte espécies.
Da sua polpa extrai-se um conjunto de substâncias utilizadas desde antiguidade como analgésico, ou seja, o ópio. As sementes são usadas como condimentos, e diz-se serem afrodisíacas.




Heroína

quarta-feira, 12 de novembro de 2008



Alguns cogumelos são comestíveis.
Outros são venenosíssimos e matam.
Outros contém substâncias alucinóginas, entre elas o ácido licérgico que é a substância alucinógena mais conhecida.
De um cogumelo australiano chamado pelos aborígenes por um nome que significa aproximadamente "Anjo Branco", se retira o LSD.
De um cogumelo muito comum no Brasil e encontrado em esterco de bovinos se faz um chá que contém alguma substância parecida com o ácido licérgico e que provoca uma sensação de euforia inicial acompanhada por uma sensação de apatia ou depressão posterior.
No norte do México e sudoeste dos Estados Unidos onde se localiza o deserto de Sonora e Nevada, os indígenas obtinham uma bebida alucinógena que segundo suas crenças aproximava o indivíduo dos deuses e de seus antepassados. Só era permitido ao gerreiro tomar a seiva do Peyote se o Xamã da aldeia achasse que havia chegado o momento adequado para esse encontro sagrado. Hoje todo maluquinho tem um peyote plantado no vaso da sala. rsrsrs
Os indígenas brasileiros conhecem um cipó, uma casca de árvore e uma raiz de arbusto que fornecem a matéria prima para uma bebida muito forte chamada Ayauasca (ou Yauaska ou Yuasca conforme o idioma indígena). Do cipó também se pode extrair um pó com o mesmo nome que é assoprado nas narinas dos Xamãs para cerimônias de curandeirismo de doenças físicas e psiquicas de pessoas comuns na aldeia.
Também existe uma outra droga poderosíssima chamada Curare, mas essa mata mesmo, pois provoca parada cardíaca e falência imediata do sistema circulatório. Tomar uma espetada com um dardo de zarabatana embebido em curare seria mais ou menos como fumar umas 30 pedras de crack em seguida.
Pronto!
Taí a lista.
Agora é só você evitar o contato com essas porcarias ou ser idiota o bastante para experimentá-las.
A Mãe Natureza também sabe matar.



MDMA (ECSTASY)





A Substância
Denominado farmacologicamente como 3,4-metilenodioximetanfetamina e abreviado por MDMA, o ecstasy é uma substância fortemente psicoativa. Duas outras substâncias farmacologicamente e psicoativamente semelhantes podem ser encontradas no mercado ilegal como sendo o ecstasy. Uma delas é conhecida popularmente como Eve e denominada farmacologicamente por N-etil-3,4-metilenodioxianfetamina e a outra é um metabólito ativo (produto da degradação do ecstasy pelo fígado, mas que ainda possui atividade psicoativa) conhecido por MDA ou 3,4-metilenodioxianfetamina. As reações e efeitos provocados por essas três substâncias são semelhantes, mas durante toda nossa abordagem nessa seção estaremos falando apenas do MDMA, do ecstasy e seus efeitos podem ser estendidos para as outras duas.
A anfetamina, um dos primeiros estimulantes sintetizados com finalidades terapêuticas foi retirado do mercado há décadas; a cocaína, outro estimulante, foi proibido de ser comercializado por causa de seus efeitos mais prejudiciais do que benéficos. Os alucinógenos como a mescalina, nunca foram empregados com finalidades terapêuticas sendo sempre considerado ilegal. O ecstasy possui características farmacológicas e efeitos psicológicos semelhantes a uma mistura da anfetamina com mescalina.
Efeitos
Teste em voluntários
Pessoas sem doenças somáticas e psíquicas com experiência prévia de ecstasy relataram e apresentaram uma série de alterações. Os mais evidentes são aqueles semelhantes ao demais estimulantes como aceleração da freqüência cardíaca, elevação da pressão arterial, diminuição do apetite, ressecamento da boca, dilatação das pupilas, elevação do humor, sensação subjetiva de aumento da energia. Efeitos neurológicos foram encontrados em alto índice. Esse estudo usou apenas dez voluntários e observou-se retesamento mandibular em seis usuários, nistagmo em oito, diferentes graus de ataxia em sete, aumento dos reflexos tendinosos em oito; apenas um apresentou náuseas e todos tiveram dilatação pupilar. Quatro pessoas apresentaram perturbações na capacidade de tomar decisões e realizar juízos. Esse estudo foi feito antes de se conhecer os efeitos danosos que o ecstasy possui. Nessa época os autores julgavam que o MDMA (ecstasy) era uma droga segura.
Efeito procurados
Produz um aumento do estado de alerta, maior interesse sexual, sensação de estar com grande capacidade física e mental, atrasa as sensações de sono e fadiga. Muitos usuários sentem também euforia, bem-estar, aguçamento sensório-perceptivo, aumento da sociabilização e extroversão, aumenta a sensação de estar próximo às pessoas (no sentido de intimidade) e aumenta a tolerabilidade.
Efeitos indesejados
Aumento da tensão muscular, aumento da atividade motora, aumento da temperatura corporal, enrijecimento e dores na musculatura dos membros inferiores e coluna lombar, dores de cabeça, náuseas, perda de apetite, visão borrada, boca seca, insônia são os efeitos indesejáveis mais comuns. Nos dias seguintes ao consumo do ecstasy a pressão arterial tende a oscilar mais do que o habitual. O aumento do estado de alerta pode levar a uma hiperatividade e fuga de idéias. Alucinações já foram relatadas,despersonalizaçãoansiedade, agitação, comportamento bizarro. Algumas vezes pode levar a uma crise de pânico, e episódios breves de psicose que se resolve quando a droga cessa de atuar. No dia seguinte ou nos dois dias seguintes é comum ocorrer uma sensação oposta aos efeitos desejados. Os usuários podem ficar deprimidos, com dificuldade de concentração, ansiosos e fatigados. Apesar desses efeitos os usuários tendem a considerar o resultado final como vantajoso.
Efeitos de longo prazo
Os efeitos de longo prazo são desagradáveis e prejuízos são observados com o uso. As altas concentrações de serotonina na fenda sináptica provocadas pelo ecstasy provocam lesões celulares irreversíveis. Os neurônios não se regeneram e quando são lesadas suas funções só se recuperam se outros neurônios compensarem a função perdida. Quando isso não é possível a função é definitivamente perdida. Estudos em animais têm demonstrado isso. Nos seres humanos apenas estudos pos-mortem são possíveis, e nestes, identifica-se uma acentuada diminuição das concentrações de serotonina, que variam de 50 a 80% em diferentes regiões do cérebro indicando uma insuficiência no funcionamento desses neurônios. Estudos realizados com usuários vivos através de indicadores confirmam essa perda de atividade serotoninérgica nos usuários de longo prazo de ecstasy. A deficiência de serotonina é proporcional ao tempo e a quantidade de ecstasy usados. Quanto mais tempo ou maior a dose, maior a deficiência da serotonina.
Esses resultados sugerem uma propriedade neurotóxica do ecstasy que levam seus usuários a perturbações mentais ou comportamentais. Os problemas resultantes mais comuns são:

  • Dificuldade de memória, tanto verbal como visual.
  • Dificuldade de tomar decisões
  • Impulsividade e perda do autocontrole
  • Ataques de pânico
  • Recorrências de paranóia, alucinações, despersonalização
  • Depressão profunda
Problemas clínicos resultantes
Há quatro tipos básicos de toxicidade física causada pelo ecstasy. A hipertermia, neurotoxicidade, cardiotoxicidade e hepatotoxicidade.
A hepatotoxicidade é a lesão hepática (fígado) provocada pelo ecstasy, que se manifesta clinicamente como uma leve hepatite viral na qual o paciente fica ictérico (amarelado) com o fígado aumentado e amolecido com uma tendência a sangramentos. A toxicidade, no entanto, pode ser bem mais grave evoluindo para uma hepatite fulminante que resulta em fatalidade caso não se possa fazer um transplante.
A cardiotoxicidade é caracterizada por aumento da pressão arterial e aceleração do ritmo cardíaco. Esses efeitos podem levar a sangramentos por ruptura dos vasos sanguíneos. Essas alterações têm sido registradas pelo quadro clínico e pela análise necropsial, encontrando-se petéquias no cérebro, hemorragias intracranianas, hemorragias retinianas, tromboses, sérias alterações elétricas no coração.
Toxicidade cerebral
Ainda não há estudos suficientes, mas parece que o ecstasy provoca elevação da temperatura corporal o que é agravado pela situação em que é usado, nas danceterias onde há grande atividade física. A exagerada elevação da temperatura corporal pode provocar diversas lesões pelo corpo de acordo com a sensibilidade de cada tecido. O próprio tecido cerebral é dos mais sensíveis podendo sofrer lesões desse superaquecimento. Convulsões também já foram relatadas pelo uso do ecstasy.
Hiperpirexia (hipertermia)
Este é provavelmente o pior efeito indesejável do ecstasy, apesar de ser parte da toxicidade cerebral, é relatada à parte para maior destaque de sua importância. O aquecimento do corpo pode levar a rabdomiólise (lesão dos tecidos musculares) que quando acontece de forma simultânea leva a um "entupimento" dos rins o que pode danificá-los permanentemente. Coagulação intravascular disseminada: é um efeito extremamente grave que geralmente leva a morte, mesmo quando o paciente já se encontra internado. O tratamento é feito com resfriamento rápido através de imersão em água gelada, infusão de solução salina resfriada e lavagem gástrica com líquidos frios.

POSTADO POR CAMILA




LSD


Albert Hofmann (BadenSuíça11 de Janeiro de 1906 — Burg im LeimentalSuíça29 de Abril de 2008[1]) foi um cientista suíço, e mais bem conhecido como o "pai" do LSD.

Quando estava a trabalhar na síntese dos derivados do ácido lisérgico, uma substância que impede o sangramento excessivo após o parto, descobriu acidentalmente os efeitos do LSD quando um traço da substãncia foi absorvido pela pele, de forma não intencional, um pouco desta substância e se viu obrigado a interromper o seu trabalho devido aos sintomas alucinatórios que estava a sentir. Inicialmente, foi utilizado como recurso psicoterapêutico e para tratamento de alcoolismo e disfunções sexuais.
Hofmann, depois da popularização da droga para fins não medicinais, passou a se referir ao LSD como o seu filho problemático.
Eu produzi a substância como um remédio. Não é minha culpa se as pessoas abusavam dele.

SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS

* São substâncias que agem no sistema nervoso central e causam modificações nas emoções, humor, pensamentos e comportamentos.

Classificação pela ação no SNC

Depressores: 
Álcool, Opióides, Solventes e BZD.
Estimulantes: Cocaína, Anfetaminas,Nicotina, Cafeína e Ecstasy*.

Perturbadores: 
Maconha, LSD e Anticolinérgicos.


Por que é importante?

- Aumento da prevalência 
- Uso em idades mais precoces
- Associação com abandono escolar
- Relação com aidentes e violência
- Consequências clínicas
- Prejuízos sociais e laboratoriais


Relação sujeito droga

Abstinência- Uso - Abuso - Dependência




Abuso ou uso nocivo
- Uso frequênte, resultando em fracasso para cumprir obrigações;
- Uso da substância em situações nas quais isso representa um risco;
- Problemas legais decorrentes do uso;
- Uso continuado apesar de problemas causados ou exacerbados pelo consumo da substância.



Critérios para dependência


Forte desejo ou compulsão pelo consumo;
* Dificuldade de controlar o comportamento de uso;
* Sinais/sintomas de abstinência;
* Eviência de tolerância;
* Abandono progressivo de prazeres em favor do consumo;
* Persistência no uso a despeito de consequências nocivas.



Aspectos terapêutios

Como tratar?

* Aboragens psicoterápicas;
- psicodinâmicas
- cognitivo-comportamentais

*Grupos de mútua ajuda;
* Abordagem farmacológica;
* Hospitalar.



Tratamento Eficaz


Processo terapêutico em etapas;
* Metas compartilhadas;
* Abstinência*
* Inclusão de aspectos psicoeducacionais;
* Envolvimento d familiares/ rede de apoio;
* Terapia de grupo.


Postado por Débora Stefany


São exemplos de drogas psicotrópicas a maconha, acocaína,o álcool, o LSD e etc.O que são Drogas Psicotrópicas?
Todo mundo já tem uma idéia do significado da palavra droga. Em linguagem comum, de todo o dia ("Ah, mas que droga" ou "logo agora, droga..." ou ainda, "esta droga não vale nada!") droga tem um significado de coisa ruim, sem qualidade. Já em linguagem médica, droga é quase sinônimo de medicamento. Dá até para pensar porque um palavra designada para apontar uma coisa boa (medicamento; afinal este serve para curar doenças), na boca do povo tem um significado tão diferente. O termo droga teve origem na palavra droog (holândes antigo) que significa folha seca; isto porque antigamente quase todos os medicamentos eram feitas à base de vegetais. Atualmente, a medicina define droga como sendo: qualquer substância que é capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento. Por exemplo, uma substância ingerida contrai os vasos sangüíneos (modifica a função) e a pessoa passa a ter um aumento de pressão arterial (mudança na fisiologia). Outro exemplo, uma substância faz com que as células do nosso cérebro (os chamados neurônios) fiquem mais ativas, "disparem" mais (modificam a função) e como conseqüência a pessoa fica mais acordada, perdendo o sono (mudança comportamental).
Mais complicada é a seguinte palavra: psicotrópico. Percebe-se claramente que ela é composta de duas outras: psico e trópico. Psico é fácil de se entender, pois é uma palavrinha grega que significa nosso psiquismo (o que sentimos, fazemos e pensamos, enfim o que cada um é). Mas trópico não é, como alguns podem pensar, referente a trópicos, clima tropical e, portanto, nada tem a ver com uso de drogas na praia! A palavra trópico aqui relaciona-se com o termo tropismo que significa ter atração por. Então psicotrópico significa atração pelo psiquismo e drogas psicotrópicas são aquelas que atuam sobre o nosso cérebro, alterando de alguma maneira o nosso psiquismo.
Mas estas alterações do nosso psiquismo não são sempre no mesmo sentido e direção. Obviamente elas dependerão do tipo de droga psicotrópica que foi ingerida. E quais são estes tipos?
Um primeiro grupo é aquele de drogas que diminuem a atividade do nosso cérebro, ou seja, deprimem o funcionamento do mesmo o que significa dizer que a pessoa que faz uso desse tipo de droga fica "desligada", "devagar", desinteressada pelas coisas. Por isso estas drogas são chamadas de Depressoras da Atividade do Sistema Nervoso Central (SNC – sistema nervoso central é a parte que fica dentro da caixa craniana; o cérebro é o principal órgão deste sistema). Num segundo grupo de drogas psicotrópicas estão aquelas que atuam por aumentar a atividade do nosso cérebro, ou seja, estimulam o funcionamento fazendo com a pessoa que se utiliza dessas drogas fique "ligada", "elétrica", sem sono. Por isso essas drogas recebem a denominação de Estimulantes da Atividade do Sistema Nervoso Central. Finalmente, há um terceiro grupo, constituído por aquelas drogas que agem modificando qualitativamente a atividade do nosso cérebro; não se trata, portanto, de mudanças quantitativas como de aumentar ou diminuir a atividade cerebral. Aqui a mudança é de qualidade! O cérebro passa a funcionar fora do seu normal, e a pessoa fica com a mente perturbada. Por esta razão este terceiro grupo de drogas recebe o nome de Perturbadores da Atividade do Sistema Nervoso Central.
Resumindo, então, as drogas psicotrópicas podem ser classificadas em três grupos, de acordo com a atividade que exercem junto ao nosso cérebro:
  1. Depressores da Atividade do SNC;
  2. Estimulantes da Atividade do SNC;
  3. Perturbadores da Atividade do SNC.
Esta é uma classificação feita por cientistas franceses e tem a grande vantagem de não complicar as coisas com a utilização de palavras difíceis, como geralmente acontecem em medicina. Mas se alguém achar que palavras complicadas, de origem grega ou latina tornam a coisa mais séria ou científica (o que é uma grande besteira) abaixo estão algumas palavras sinônimas:
  1. Depressores – podem também ser chamadas de psicolépticos;
  2. Estimulantes – recebem também o nome de psicoanalépticos, noanalépticos, timolépticos, etc;
  3. Perturbadores ou psicoticomiméticos, psicodélicos, aluginógenos, psicometamórficos, etc.