sábado, 7 de janeiro de 2012

Compostos da maconha podem ter efeitos contrários no cérebro


Compostos da maconha podem ter efeitos contrários no cérebro

Dois componentes da maconha têm efeitos opostos em algumas regiões do cérebro. Um produto químico, chamado tetraidrocanabinol (THC), aumenta os processos cerebrais que podem levar a sintomas de psicose – como alucinações ou delírios. Enquanto isso, outro composto, chamado canabidiol (CBD), pode “negar” esses sintomas, como indica um novo estudo.
Os resultados do novo estudo realizado em Londres são os primeiros a usar imagens cerebrais para demonstrar a razão pela qual sintomas de psicose surgem em usuários de maconha. De acordo com pesquisadores, o principal motivo disso acontecer pode ser o THC, que interfere na capacidade cerebral de distinguir quais são os estímulos importantes – o que os pesquisadores chamam de uma anormal atribuição de relevância.
Pesquisas anteriores descobriram que o THC pode induzir sintomas de psicose em pessoas saudáveis e piorar os sintomas em pessoas que já tem problemas psiquiátricos. O novo estudo ainda indica que, a longo prazo, o consumo de maconha pode estar associado ao aumento do risco de esquizofrenia.
O estudo mostrou que homens que ingerem THC apresentam aumento da atividade cerebral na região chamada de córtex pré-frontal, mas menor atividade na região do corpo estriado. É possível que essas mudanças aconteçam porque os níveis de THC alteram o neurotransmissor dopamina.
É ISSO AÍ... ACREDITAS QUE ELA NÃO VICIA?
Essas alterações parecem ser decisivas nas características fisiopatológicas da psicose, segundo os pesquisadores. Isso é consistente com evidências de que o corpo estriado e o córtex pré-frontal são alterados durante o processamento de pacientes com psicose, indivíduos com risco altíssimo de psicose e pessoas em estado psicótico induzido por drogas.
Por outro lado, os efeitos que o CBD ocasionava no cérebro sugerem o oposto sobre os sintomas psicóticos. De acordo com outros estudos, os resultados sugerem que o composto pode ter potencial para ser um antipsicótico, influenciando a circulação sanguínea no cérebro. [LiveSciencehttp://hypescience.com/compostos-da-maconha-podem-ter-efeitos-contrarios-no-cerebro/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O que faz um bêbado ficar nervoso?


O que faz um bêbado ficar nervoso?



Existem bêbados chorões, afetivos, depressivos e palhaços. Mas há um tipo que com certeza você já presenciou, e não gostou: os nervosos. E uma nova pesquisa demonstra como identificá-los.
Tipos impulsivos têm mais tendência a ficar agressivos quando estão intoxicados, de acordo com um estudo do professor da Universidade Estadual de Ohio, Brad Bushman. “Nós já sabemos que o álcool aumenta a agressividade. E aqueles que têm uma personalidade agressiva acabam não pensando nas consequências de seus atos”, comenta. “Você junta os dois, e é uma mistura realmente tóxica”.
A idade média dos 495 voluntários do estudo era 23 anos, todos descritos como bebedores sociais e sem nenhuma alegação de uso de drogas ou problemas psicológicos.
Os participantes responderam um questionário para avaliar quais eram focados no futuro e quais eram mais impulsivos. Metade tomou álcool com suco de laranja, e a outra metade suco com muito pouco de álcool – mas os pesquisadores passaram álcool no copo, para que o cheiro ficasse.
Então, os cientistas falaram aos participantes que eles iriam jogar um jogo de agilidade, contra um oponente do mesmo sexo, e o vencedor poderia dar um choque, fraco, mas um pouco doloroso, no perdedor. Na verdade, eles estavam jogando contra os próprios pesquisadores.
Conforme a coisa se desenvolvia, os choques foram ficando mais intensos e longos, dando a impressão de que o oponente ia ficando mais malvado. Quando mais impulsivo os participantes se declaravam, mais eles se mostravam retaliadores, aumentando a gravidade dos choques.
“Quando menos a pessoa pensa no futuro, mas ela retaliava, especialmente quando estavam bêbadas. Aqueles focados no presente e alcoolizados davam choques mais longos e fortes do que qualquer outro no estudo”, explica Bushman. “O álcool não teve tanto efeito naqueles que se declararam focados no futuro”.
Os “impulsivos” que não estavam bêbados também deram choques maiores, mas não chegaram nem perto dos mais bêbados. Isso porque o álcool nos deixa desinibidos. O psiquiatra Gail Saltz explica que a bebida não muda a personalidade; apenas revela algo que já estava lá, escondida em algum lugar. Alguém bêbado pode parecer estar “fora de si”, mas nós nunca sabemos exatamente o que elas guardam por baixo dos panos.
Você afirma que só fica nervoso quando toma doses de tequila? Não é tão simples assim. O professor de psicologia Bruce Barthlow comenta que não há tanta pesquisa sobre os efeitos dos diferentes tipos de bebida nas funções cognitivas.
“Há uma influência social no comportamento de um bêbado”, afirma Bathlow. “Pessoas bebem coisas diferentes, dependendo das situações. Se você esta jantando na casa do seu chefe, provavelmente não vai tomar tequila”. Nesse caso o mais provável é um vinho, então você associa a ideia do vinho com boas maneiras. “Há uma diferença entre sentir-se bêbado com vinho e com tequila, porque as situações são muito diferentes”.[MSN]